13 de set de 2012

Caroline,oitenta anos

   Saudades daquele tempo em que eu era pequena.E em eu corria,pulava e berrava.Nas horas em que eu caia,a minha mãe vinha correndo para me acalmar e cuidar de meus machucadinhos.
   Lembro-me que,nos fins de semana os meus primos iam para a praia me visitar.Lá nós brincávamos de esconde-esconde,de três cortes,etc.
   Saudades dos namoricos na escola e das bagunças dentro da sala de aula.Hoje em dia as crianças só ficam em computadores,celulares e tais outras coisas .No meu tempo as crianças andavam o corriam nas ruas.
   Mais tarde eu comecei a ficar mais adolescente,então eu não queria mais as minhas bonecas e nem as brincadeiras de amarelinha e pular corda.
   Os tempos se passaram e,eu conheci uma pessoa muito gentil a carinhosa.Ele foi  meu marido e pai de meus filhos.Passamos nossa vida todinha juntos.
   Hoje,já tenho oitenta anos,e não nego me sinto jovem de quatorze  anos.

texto ''Teresa'' de Manuel Bandeira


A primeira vez que vi TeresaAchei que ela tinha pernas estúpidasAchei também que a cara parecia uma pernaQuando vi Teresa de novoAchei que os olhos eram muito mais velhos que o [resto do corpo(Os olhos nasceram e fizeram dez anos esperando[que o resto do corpo nascesse)Da terceira vez não vi mais nadaOs céus se misturaram com a terraE o espírito de Deus voltou a se mover sobre a[face das águas. 

O Adeus de Teresa – Castro Alves


A vez primeira que eu fitei Teresa,
Como as plantas que arrasta
a correnteza,
A valsa nos levou nos giros
seus…
E amamos juntos… E depois
na sala
“Adeus” eu disse-lhe
a tremer co’a fala…
E ela, corando, murmurou-me: “adeus.”
Uma noite… entreabriu-se um reposteiro…
E da alcova saía um cavaleiro
Inda beijando uma mulher sem véus…
Era eu… Era a pálida Teresa!
“Adeus” lhe disse conservando-a presa…
E ela entre beijos murmurou-me: “adeus!”
Passaram tempos… sec’los de delírio
Prazeres divinais… gozos do Empíreo…
… Mas um dia volvi aos lares meus.
Partindo eu disse — “Voltarei!… descansa!…
Ela, chorando mais que uma criança,
Ela em soluços murmurou-me: “adeus!”
Quando voltei… era o palácio em festa!…
E a voz d’Ela e de um homem lá na orquesta
Preenchiam de amor o azul dos céus.
Entrei!… Ela me olhou branca… surpresa!
Foi a última vez que eu vi Teresa!…
E ela arquejando murmurou-me: “adeus!”

2 de set de 2012

As aparências enganam,não se engane e nem engane os outros isso não é certo seja certo você.